Um sistema para clínica oftalmológica precisa juntar consulta e exames complementares na mesma agenda, trazer para o prontuário as imagens de aparelhos que quase nunca falam DICOM e deixar o laudo pronto para o médico assinar de onde estiver. Some a isso os convênios com autorização e o paciente perguntando no WhatsApp se pode dirigir depois de dilatar a pupila. Veja o que avaliar e como a Lora Clinic resolve cada ponto.
A rotina que o sistema precisa entender
A gestão de clínica oftalmológica tem uma cara própria, e um sistema genérico costuma tropeçar nos mesmos lugares:
- Consulta e exames no mesmo dia. Refração, tonometria e fundo de olho na consulta; OCT, campo visual, topografia, paquimetria, biometria ou retinografia logo depois, em salas e aparelhos diferentes.
- Aparelhos que não falam DICOM. Autorrefrator, retinógrafo, campo visual e lâmpada de fenda costumam gravar JPEG, PNG ou PDF numa pasta do computador. O exame vira pendrive, print, e-mail ou mensagem de WhatsApp para quem lauda, e não fica no prontuário.
- Laudo terceirizado. Muitas clínicas têm médicos que laudam de fora e precisam receber o exame sem depender de alguém mandar o arquivo.
- Dilatação da pupila. A visão fica embaçada por algumas horas, e o paciente precisa saber antes que deve vir acompanhado e evitar dirigir.
- Volume alto e convênios. Muitos atendimentos por dia, carteirinha, autorização e retorno de consulta dentro do prazo.
Prontuário oftalmológico: o que não pode faltar
Um bom prontuário oftalmológico reúne, para cada paciente:
- anamnese e exame oftalmológico no formato que o médico usa;
- refração e acuidade visual registradas a cada consulta;
- imagens e relatórios dos aparelhos ligados ao exame certo;
- histórico de consultas, exames e documentos emitidos;
- assinatura digital e proteção contra alteração depois de finalizado.
Na Lora Clinic, o prontuário é montado com modelos de documento que a própria clínica cria (anamnese, evolução, refração, laudos de exame), preenchidos com os dados do paciente e assinados digitalmente, inclusive com certificado ICP-Brasil. Não é um formulário fechado de fábrica: cada clínica define os campos do seu jeito. Documento finalizado fica só para leitura, a correção vira uma retificação e a versão anterior é preservada.
As regras técnicas do prontuário eletrônico estão na Resolução CFM 1.821/2007, e a Lei 13.787/2018 trata da digitalização e da guarda: prontuários em papel e digitalizados só podem ser eliminados depois de, no mínimo, 20 anos do último registro.
Checklist: o que um sistema para clínica oftalmológica precisa ter
| Recurso | Por que importa |
|---|---|
| Conexão com aparelhos sem DICOM | O exame chega ao prontuário sem pendrive |
| Conexão DICOM e worklist para os que têm | O paciente não é redigitado no aparelho |
| Agenda por médico, sala e aparelho | Consulta e exames encadeados no mesmo atendimento |
| Retorno de consulta com prazo | A recepção marca o retorno certo e não cobra quando não deve |
| Modelos de prontuário editáveis | O sistema se adapta ao jeito de cada médico |
| Laudo com assinatura ICP-Brasil | O médico lauda e assina de onde estiver |
| Preparo enviado ao paciente | Ninguém chega para dilatar sem saber que precisa de acompanhante |
| Convênios com campos obrigatórios e TISS | Guia completa na chegada e no lote |
| IA no WhatsApp, Instagram e Messenger | A recepção para de responder a mesma pergunta o dia inteiro |
Aparelhos sem DICOM: como a Lora conecta
O Lora Bridge Worker é um aplicativo instalado no computador ao lado do aparelho (Windows ou Mac). Ele vigia a pasta onde o aparelho grava e mostra, numa janela pequena, se está conectado e quantos arquivos novos chegaram. Cada pasta vigiada é cadastrada com o nome do aparelho, como "Retinógrafo" ou "Campo visual", então a equipe escolhe o aparelho sem precisar saber em qual computador ele está ligado.
Na tela do exame, a equipe escolhe o aparelho e puxa as imagens daquele paciente. Os arquivos viram DICOM (as imagens como captura secundária, os relatórios em texto como PDF) e aparecem na galeria do exame, prontos para o laudo. Para os aparelhos que falam DICOM, o Lora Bridge recebe as imagens e serve a worklist.
Numa clínica de oftalmologia cliente, sete aparelhos, nenhum com DICOM, estão conectados assim, entre eles campo visual, microscopia especular, Pentacam e ultrassom ocular.
Agenda e recepção da clínica oftalmológica
A agenda mostra o dia em colunas por médico, sala ou aparelho, além das visões de semana, mês, ano e lista. Um atendimento reúne vários serviços (consulta, OCT e campo visual, por exemplo), cada um com o seu horário e o seu recurso, e o sistema confere conflito antes de gravar.
Ao marcar uma consulta, a agenda sugere o retorno quando o paciente ainda está dentro do prazo configurado no serviço, e esse retorno pode ser gratuito. Na recepção, o totem emite a senha, o painel na TV chama o paciente pelo nome e cada médico pode chamar o próximo para a sala direto da sua tela de atendimento.

IA para clínica oftalmológica no WhatsApp, Instagram e Messenger
O agente de IA da Lora atende os pacientes nos três canais ao mesmo tempo e também as ligações feitas para o WhatsApp da clínica. A clínica escolhe o nome, o gênero e a voz. No dia a dia de uma clínica de olhos, ele:
- Responde quem atende o quê. A pergunta "tem especialista em retina pelo meu convênio?" vira a lista de médicos que aceitam aquele plano, com os horários livres.
- Lê o pedido de exame em foto ou PDF e agenda os exames pedidos.
- Envia o preparo em PDF, com as orientações sobre dilatação que a clínica cadastrou.
- Atende a família. Quando a mãe marca para o filho, o agente pergunta para quem é o atendimento e segue pelo nome certo.
- Confirma na véspera, remarca e cancela dentro das regras da clínica.
- Passa para a equipe com o resumo da conversa quando o paciente pede ou quando o assunto precisa de uma pessoa.

Faturamento e gestão da clínica oftalmológica
Cada convênio define os campos que exige (carteirinha, senha, validade da autorização) e quando: no agendamento ou na chegada. O preço é calculado pela tabela e pelo contrato e fica congelado no atendimento. A prévia do faturamento mostra o que fica de fora do lote e por quê, e o lote gera o XML no padrão TISS.
O repasse pode ser por percentual, valor fixo ou hora, com exceções por médico, e quem lauda recebe pelo laudo. No painel da gestão, os números do mês aparecem por unidade, profissional, exame e convênio, comparados com o mês anterior.
Implantação e migração
Pacientes, agenda futura e histórico vêm do sistema atual e são conferidos antes da virada. Depois, a equipe da Lora configura salas, aparelhos, exames, preparos, convênios e o agente de IA, e treina a equipe com os dados da própria clínica. No primeiro dia, a virada é acompanhada, e o suporte segue pelo WhatsApp com pessoas.
Como escolher um software para oftalmologia
Antes de fechar com um sistema para oftalmologista, leve estas perguntas para a demonstração:
- Quantos dos meus aparelhos o sistema conecta hoje? E como faz com os que não têm DICOM?
- O médico consegue laudar de fora da clínica, com assinatura digital?
- O prontuário se adapta ao meu jeito de registrar ou é um formulário fechado?
- A agenda encadeia consulta e exames no mesmo atendimento?
- O preparo e a confirmação vão sozinhos para o paciente?
- Como é a migração, e quem confere os dados antes da virada?
Se puder, peça para ver o fluxo com um aparelho seu. Integração com equipamento é o ponto em que mais aparece promessa vaga.
Perguntas frequentes
O que é um prontuário oftalmológico?
É o registro clínico do paciente com o que é próprio da oftalmologia: refração, acuidade, exame dos olhos e os exames complementares com as imagens. Num sistema, ele precisa juntar os registros do médico e os arquivos dos aparelhos no mesmo lugar.
Meu retinógrafo não tem DICOM. Dá para integrar?
Sim, se ele grava as imagens numa pasta do computador. O Bridge Worker vigia essa pasta e entrega as imagens ao exame do paciente.
O médico consegue laudar exames de casa?
Sim. O laudo é feito no sistema, pela internet, com assinatura digital. A telemedicina, incluindo o telediagnóstico, é regulamentada pela Resolução CFM 2.314/2022.
A IA sabe orientar sobre dilatação da pupila?
Ela orienta com base no preparo que a clínica cadastrou e envia o PDF ao paciente. O agente não dá diagnóstico nem opina sobre tratamento.
O sistema serve para hospital de olhos?
Sim. A Lora Clinic trabalha com várias unidades, vários painéis de chamada e setores de atendimento, além dos aparelhos conectados.
Conclusão
Um bom sistema para clínica oftalmológica tira o pendrive do caminho entre o aparelho e o laudo, encadeia consulta e exames na agenda e deixa a recepção livre das perguntas repetidas. A Lora Clinic faz isso com o Bridge Worker, o prontuário com os modelos da clínica, o laudo assinado e a IA no WhatsApp. Para ver o fluxo com os seus aparelhos, agende uma demonstração.



